MANAUS — A juíza da propaganda eleitoral Mônica Cristina Raposo, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), condenou Maria do Carmo (PL) ao pagamento de R$ 5 mil por impulsionar no Instagram e no Facebook um vídeo com críticas a Wilson Lima e Roberto Cidade, ambos do União Progressista.
A gravação atribui aos dois candidatos responsabilidade pelo aumento da criminalidade e do tráfico de drogas no estado. Também questiona a gestão de Wilson Lima e a forma como Roberto Cidade assumiu o governo. A ação foi apresentada pela coligação formada pelos dois adversários nas eleições de 2026. Cidade disputa a reeleição, e Wilson concorre a uma vaga no Senado.
A decisão permite que o vídeo permaneça disponível, porque a restrição alcança o impulsionamento pago, não a divulgação orgânica de conteúdo negativo contra adversários. A defesa afirmou que a publicação respondia a um pronunciamento de Wilson Lima e buscava preservar a honra de Maria do Carmo.
A magistrada reconheceu parcialmente esse argumento, mas concluiu que o material ultrapassou os limites de uma resposta. A coligação sustentou que a medida não impede críticas, mas restringe o uso de dinheiro para ampliar artificialmente o alcance desse tipo de conteúdo.
A legislação prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil, e a juíza aplicou o valor mínimo. A defesa declarou que o impulsionamento custou entre R$ 800 e R$ 998 e permaneceu ativo por 23 horas.







