São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Disputas eleitorais no Amazonas somam 2.040 processos em 2026

Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas recebeu 184 ações na penúltima semana da campanha; 854 processos ainda estão em tramitação.

Disputas eleitorais no Amazonas somam 2.040 processos em 2026
Foto: Agência Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas contabilizou 2.040 processos relacionados às eleições de 2026 até esta sexta-feira (25). Desse total, 1.186 foram encerrados e 854 permanecem em tramitação. Setembro concentrou 1.055 ações, enquanto agosto, mês de início da campanha, registrou 718.

A pressão sobre a propaganda eleitoral aumentou na penúltima semana do período eleitoral. Entre 18 e 24 de setembro, o TRE-AM recebeu 184 ações, entre representações e pedidos de direito de resposta. Os processos discutem publicações em redes sociais e outros conteúdos considerados inverídicos, ofensivos, equivocados ou apresentados fora de contexto.

Decisões sobre propagandas

Entre os casos analisados estão ações contra o senador Omar Aziz (PSD), que governou o Amazonas entre 2010 e 2014. A empresária Maria do Carmo Seffair (PL) e o governador Roberto Cidade (União Brasil) atribuíram a ele o abandono da Cidade Universitária, em Iranduba. A Justiça concluiu que a obra foi paralisada em gestões posteriores e que Omar não poderia ser responsabilizado pelo abandono.

Também houve questionamentos sobre a Operação Maus Caminhos, investigação que apurou desvios de R$ 104 milhões da Saúde do Amazonas e alcançou familiares de Aziz. A Justiça considerou válida a alegação de que o caso foi arquivado por falta de provas, mas determinou a suspensão das propagandas porque elas mencionavam apenas a fase investigativa, sem apresentar o desfecho.

O ex-governador Wilson Lima, candidato ao Senado, teve um vídeo suspenso após afirmar que Maria do Carmo havia validado uma suposta ameaça contra ele atribuída ao crime organizado. Para a Justiça, a ligação entre a empresária e um possível desfecho violento não havia sido comprovada.

David Almeida também teve uma publicação retirada. No vídeo, ele acusava Roberto Cidade e Wilson Lima de desviarem R$ 50 milhões da Previdência, em referência a uma aplicação da Amazonprev no Banco Master. O juiz avaliou que as declarações continham “imputações objetivamente graves” sem provas suficientes naquele momento.

Roberto Cidade ainda foi alvo de ações por aparecer em hospitais e ao lado de policiais e viaturas em vídeos de campanha. A Justiça entendeu que houve uso de bens públicos e servidores em benefício eleitoral e proibiu novas publicações semelhantes.

As disputas incluem desde pedidos para retirar conteúdos das redes sociais até ações com possibilidade de cassação de candidatos eleitos, descritas como o “terceiro turno”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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