A defesa de Daniel Vorcaro reúne questionamentos sobre vazamentos de conversas, a validade das provas e a condução do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) para, futuramente, tentar derrubar a investigação contra o ex-banqueiro. Nenhum pedido de nulidade será apresentado por enquanto.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 25, os advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz afirmaram que houve violação do sigilo profissional nas comunicações entre Vorcaro e seus defensores. O documento também questiona a cadeia de custódia das provas e afirma que o material divulgado não permite verificar sua autenticidade e auditabilidade.
A defesa passou a considerar ainda a disputa sobre a relatoria do caso no STF. O impasse começou após o afastamento do ministro Dias Toffoli, sem declaração formal de suspeição, e a redistribuição do processo ao ministro André Mendonça. Neste mês de setembro, o presidente do tribunal, Edson Fachin, centralizou na Presidência os desdobramentos dos casos Master, sem destituir formalmente a relatoria original.
A indefinição chegou ao pedido de revogação da prisão preventiva de Vorcaro. A custódia precisa ser reavaliada a cada 90 dias, mas o prazo venceu no final de agosto sem revisão pela Corte. A petição pela soltura foi encaminhada diretamente a Fachin há mais de uma semana. Ainda não está definido se a competência formal para analisar o pedido é do presidente do STF ou de Mendonça.
A defesa também incorporou críticas feitas dentro do próprio tribunal. Gilmar Mendes afirmou que Mendonça errou ao participar de tratativas e conversas com advogados sobre uma possível delação premiada de Vorcaro. O relator negou as acusações e disse que sua conduta segue a legalidade.
Além disso, Flávio Bolsonaro tentou ligar para Vorcaro nos quatro dias anteriores à prisão do banqueiro. A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro três meses de conversas com o senador, referências a encontros e histórico apagado.







