BRASÍLIA — O Distrito Federal terá a maior concorrência por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, com média de 20,8 candidatos por cadeira. No país, são 15 candidatos por vaga, enquanto o Amapá registra o menor índice, com 11,1 nomes por cadeira.
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 7,7 mil candidatos disputam 513 vagas na Câmara. A distribuição das cadeiras considera o tamanho da população de cada estado e do Distrito Federal.
Disputa pelo Senado
A concorrência é menor no Senado, que renovará 54 vagas, dois terços do total. Cada unidade da federação elegerá duas pessoas, e 316 candidatos participam da disputa. A média nacional é de 5,8 candidatos por vaga.
Em São Paulo, há 15,9 candidatos por vaga na Câmara e oito por cadeira no Senado. No Piauí, dez nomes concorrem a uma vaga na Casa. Alagoas tem a menor média registrada no Senado, com 3,5 candidatos por vaga.
A definição das bancadas do Senado também é tratada como estratégica por causa das atribuições da Casa. Os senadores podem abrir e julgar pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Também analisam indicações para órgãos como o Banco Central, tribunais superiores e agências reguladoras, após sabatina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou 16 candidatos ao Senado em 16 estados e no Distrito Federal, além de apoiar partidos aliados em outras unidades da federação. O senador Flávio Bolsonaro priorizou nomes do PL e deixou Alagoas e Amapá fora da composição das chapas.
As alianças estaduais não seguem necessariamente os acordos nacionais. Lula e Flávio apoiam candidatos ligados ao PSD de Ronaldo Caiado e ao Novo de Romeu Zema. Carlos Fávaro (PSD-MT), Pedro Paulo (PSD) e Júlio César (PSD-PI) estão em coligações que apoiam o PT. Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) devem apoiar Flávio.
O União Brasil também se dividiu entre PT e PL. Lula apoia Alinny Serrão, no Amapá, e Chicão, no Pará. Flávio apoia Capitão Wagner, no Ceará, Fernando Máximo, em Rondônia, e Carlos Gaguim, no Tocantins.







