BRASÍLIA E SÃO PAULO — Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou que, se for eleito, receberá o Estado com déficit orçamentário e apenas R$ 5 bilhões em caixa. Segundo ele, o governo paulista começou a atual gestão com R$ 22 bilhões disponíveis.
Durante comício em São José do Rio Preto, neste sábado, 5, Haddad disse que o valor atual seria suficiente para cobrir somente uma semana de despesas. O candidato afirmou que as contas do Estado permaneciam equilibradas desde o governo de Mário Covas, há cerca de três décadas.
“Isso que está acontecendo no Estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, declarou. A situação fiscal foi apresentada como uma das principais críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas e esteve entre os temas centrais do primeiro debate entre os dois candidatos, na Band.
Haddad também criticou a gestão estadual nas áreas de educação, saúde e segurança pública. Segundo ele, o ensino médio público paulista caiu da terceira para a décima posição no ranking nacional durante a atual administração. O petista também afirmou que as filas do Sistema Único de Saúde aumentaram.
Ao falar sobre sua experiência administrativa, Haddad citou a Prefeitura de São Paulo. Ele afirmou ter assumido o município com dívida de R$ 74 bilhões e deixado a administração com R$ 27 bilhões.
“Sempre o destino me reservou tarefa dura. Eu nunca peguei moleza na vida pública”, disse.
O comício ocorreu em São José do Rio Preto, com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, e das candidatas ao Senado Federal Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB.
Haddad também associou o Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a instituição e seu controlador, Daniel Vorcaro, “corromperam muita gente” e classificou o banco como resultado da atuação de uma “máfia” no Brasil.
O candidato disse ainda que o Master manteve relações com ex-ministros do governo Bolsonaro e mencionou repasses a políticos. Segundo Haddad, três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato ao governo de São Paulo e o candidato à Presidência da República tiveram contato com recursos do banco.







