BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o pronunciamento de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o 7 de Setembro. A fala será exibida na noite deste domingo, 6, após decisão do presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, proferida na última sexta-feira, 4.
Nunes Marques classificou a manifestação como de interesse público. Na avaliação do ministro, a data tem significado histórico e institucional próprio, independente das funções de governo e das atribuições de chefe de Estado.
O discurso terá três minutos e quarenta e três segundos. Protocolado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o texto aborda a soberania nacional e as riquezas brasileiras, incluindo minerais críticos e o petróleo na Margem Equatorial. Lula afirmará: “Não somos, e não seremos colônia de ninguém”.
Comércio e economia
O presidente também defenderá o livre-comércio e dirá que nenhum país pode tutelar o Brasil nas decisões sobre venda e compra de produtos. A afirmação será direcionada aos Estados Unidos, que impuseram ao Brasil tarifas de 25% e 12,5%.
Na parte econômica, Lula defenderá que os brasileiros alcancem uma “independência financeira”. Sem mencionar diretamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6x1, ele dirá que a população precisa de mais tempo para si e para a família.







