São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Diagnóstico aponta concentração de renda e dependência de programas sociais

Levantamento citado no diagnóstico afirma que 163 milhões de brasileiros vivem com renda média mensal de R$ 787,00.

Diagnóstico aponta concentração de renda e dependência de programas sociais
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Um diagnóstico sobre a renda brasileira afirma que 163 milhões de pessoas, equivalentes a 76,38% da população, vivem com renda mensal média de R$ 787,00. O valor corresponde a 48,55% do salário-mínimo de R$ 1.621,00, segundo os números apresentados.

A média reúne 112 milhões de pessoas com renda de até R$ 407,23 e 51 milhões que recebem um salário-mínimo. Entre os primeiros, estão cidadãos sem renda do trabalho, incluindo 60 milhões de beneficiários do Bolsa Família e 7 milhões atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). O diagnóstico também menciona idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência sem renda.

Outro grupo, de 45 milhões de pessoas, é formado por 21 milhões de crianças de até 12 anos em lares pobres, 8 milhões de brasileiros maiores de 12 anos que apenas estudam, 11 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham e 5 milhões de adultos sem renda e sem Bolsa Família. Esse conjunto representa 21,08% da população.

Programas sociais e reajustes

O diagnóstico sustenta que os programas sociais funcionam como paliativos e afirma que 13 das 27 unidades da Federação têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.

Também afirma que o valor do Bolsa Família não era reajustado desde março de 2023. Nesse período, a inflação teria acumulado 15,29% pelo IPCA ou 14,32% pelo INPC, o que representaria perda mensal de R$ 108,43 para os beneficiários, considerando o INPC.

Ainda de acordo com os dados apresentados, o benefício foi reajustado em 15%, passando de R$ 600,00 para R$ 691,00 por família, 19 dias antes do primeiro turno das eleições.

O diagnóstico critica também a alteração, nos últimos dias de 2024, da fórmula de reajuste do salário-mínimo. A mudança teria reduzido o aumento e limitado a parcela acima da inflação, com impacto sobre 85% da população. O texto atribui aos governos das últimas décadas a permanência da pobreza e afirma que a reeleição orienta decisões sobre recursos públicos, emendas parlamentares superiores a R$ 30 bilhões por ano e gastos do Judiciário.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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