CURITIBA — O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% na folha de outubro, com aplicação automática dos novos valores. O pagamento atualizado começa em 19 de outubro e seguirá até o dia 30, conforme o final do NIS.
A principal mudança é no Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família: a parcela passará de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de zero a sete anos incompletos, subirá de R$ 150 para R$ 173 por criança.
Também haverá alteração no Benefício Variável Familiar, destinado a integrantes em situações previstas pelo programa, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes. O valor passará de R$ 50 para R$ 58 por integrante.
O benefício mínimo por família aumentará de R$ 600 para R$ 691. Esse valor funciona como piso: quando a soma das parcelas calculadas para uma família fica abaixo desse montante, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária. O valor médio estimado, por sua vez, passará de R$ 675 para R$ 777.
A correção será aplicada sem necessidade de solicitação por parte dos beneficiários. O decreto produz efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, e os depósitos da folha reajustada começam no dia 19. O calendário de outubro termina no dia 30.
O governo informou que o reajuste recompõe a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O Decreto nº 13.120 determina que a atualização siga a variação acumulada do índice nesse período.
Para ter direito ao programa, a família precisa estar inscrita no CadÚnico e apresentar renda familiar por pessoa igual ou inferior a R$ 218 por mês. O cálculo considera os rendimentos de quem mora na mesma casa, divididos pelo número de integrantes.
Além do critério de renda, há condições nas áreas de saúde e educação. Gestantes devem realizar acompanhamento pré-natal; as famílias precisam acompanhar a vacinação e o estado nutricional de crianças menores de sete anos. Também é exigida frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos e de 75% para estudantes de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica.
O Bolsa Família é uma iniciativa nascida no Programa Fome Zero em 2003. Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal, enquanto a gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.







