São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Desenrola 3.0 prevê compra de dívidas com descontos de até 90%

Febraban apoia adesão voluntária ao programa, que poderá alcançar R$ 150 bilhões em débitos em atraso.

Desenrola 3.0 prevê compra de dívidas com descontos de até 90%

O governo pretende destinar até R$ 15 bilhões à compra, com desconto, de dívidas em atraso que estão nos balanços dos bancos. O estoque pode alcançar cerca de R$ 150 bilhões, e a previsão é que R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados, considerando a adesão parcial de credores e devedores.

A operação faz parte do Desenrola 3.0, anunciado na última sexta-feira (25). O governo prevê realizar um leilão em novembro, no qual vencerão as ofertas que concederem os maiores descontos. Segundo o governo, a redução poderá chegar a 90%.

A iniciativa será voltada a débitos de até R$ 10 mil. Poderão participar famílias com dívidas de cartão de crédito, tanto na modalidade parcelada quanto na rotativa, além de empréstimos pessoais em atraso. Ficam fora os empréstimos consignados. Os débitos deverão ter entre dois e quatro anos e meio de atraso, contados a partir de 25 de setembro de 2026.

Avaliação dos bancos

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recebeu positivamente o lançamento e afirmou que acompanha e participa de iniciativas de renegociação implementadas pelo governo federal. Para a entidade, essas ações são emergenciais e atendem públicos específicos em situações excepcionais de endividamento excessivo.

A federação também afirmou que os bancos estão sensibilizados com o quadro de inadimplência, que tem comprometido o bem-estar financeiro das famílias e o funcionamento do mercado de crédito.

Entre os pontos considerados na avaliação do programa estão a adesão voluntária, o respeito às características de mercado e a prioridade para dívidas com elevado tempo de atraso. “Nossa expectativa é que a implementação desse programa possa, ao mesmo tempo, aliviar a situação financeira das famílias e contribuir para melhorar o ambiente de crédito”, afirmou a entidade em nota.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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