São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

BC aponta recordes no comprometimento de renda e propõe ação preventiva

Gabriel Galípolo defende transparência e medidas macroprudenciais diante do avanço das dívidas e do custo do crédito para as famílias.

BC aponta recordes no comprometimento de renda e propõe ação preventiva

O comprometimento da renda das famílias alcançou 28,9% em junho, o maior nível da série histórica, enquanto o endividamento chegou a 49,9% em janeiro. Os dados foram destacados pelo Banco Central no relatório de política monetária, que relacionou os indicadores ao custo elevado do crédito e à expansão das dívidas.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu medidas preventivas e de transparência para conter o avanço do endividamento. Ele afirmou que a oferta de crédito predatório — concedido sem avaliação da capacidade de pagamento e com juros altos — exige ações voltadas à cidadania financeira.

Cerca de 100 milhões de pessoas têm dívidas no cartão de crédito. Segundo Galípolo, metade desse grupo paga juros próximos a 15% ao mês e compromete uma parcela elevada da renda. “Se não tiver medidas macroprudenciais, dificilmente essas pessoas vão conseguir escapar desse ciclo”, disse.

Indicadores das famílias

O BC calcula o endividamento a partir do saldo das dívidas das famílias no mês de referência, fevereiro, em relação à renda disponível acumulada nos 12 meses anteriores. O índice permanece em patamar historicamente alto desde o fim de 2021, com relativa estabilidade após atingir o recorde de 49,9% em janeiro.

Já o comprometimento de renda compara o saldo das dívidas com a renda mensal das famílias. O indicador subiu nos últimos meses e alcançou o recorde de 28,9% em junho.

Para a autoridade monetária, a inclusão bancária, as inovações tecnológicas e as condições favoráveis do mercado de trabalho ampliaram o acesso ao crédito. Mais recentemente, o aumento do custo dos empréstimos durante o ciclo de aperto monetário e a procura por crédito emergencial, geralmente mais caro, também elevaram o comprometimento da renda.

Entre as medidas em avaliação está a alteração do FPR (Fator de Ponderação de Risco) para operações de cartão de crédito e empréstimo pessoal sem garantia, também chamado de não consignado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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