OURO PRETO — O governo de Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão após dois vazamentos registrados em janeiro, um deles na Mina de Fábrica, em Ouro Preto. A estrutura poderá voltar a operar parcialmente depois de autorização concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A suspensão das atividades havia sido determinada pela Justiça desde o início de fevereiro. O episódio que atingiu a mina ocorreu em 25 de janeiro, quando água e rejeitos alcançaram cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba, segundo informações apresentadas pelo Ministério Público Estadual.
A ação do órgão afirma que o vazamento provocou assoreamento de córregos e danos à vegetação. O material também chegou à área da CSN, causando danos materiais, e alcançou o rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana de Ouro Preto. O Ministério Público atribuiu o incidente a uma falha no sistema de drenagem do reservatório da mina.
A autorização judicial integra um termo de compromisso assinado pela Vale com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais. A empresa informou que a retomada seguirá condições de segurança e controle ambiental, além das licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis. Também afirmou que continuará cumprindo as ações previstas no acordo.
A Vale declarou que a reativação não altera suas projeções de produção vigentes. Na época dos vazamentos, a companhia informou que não houve feridos nem impacto sobre a população e as comunidades do entorno. Disse ainda que o material era água com sedimentos, sem carreamento de rejeitos de mineração.
Em 26 de janeiro, outro vazamento ocorreu na Mina de Viga, em Congonhas. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), os dois episódios não comprometeram as estruturas de barragens.








