O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 24, que as expectativas do mercado para cortes da Selic têm se ajustado conforme a divulgação de novos dados. A declaração ocorreu durante a coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, divulgado mais cedo.
Galípolo disse que as respostas recebidas em questionários também passaram a refletir gradualmente uma percepção de desaceleração. Segundo ele, tanto o mercado quanto os bancos centrais dependem das informações disponíveis para orientar suas decisões.
O presidente do BC também relacionou a indexação à permanência de taxas de juros mais elevadas no Brasil em comparação com outros países. Para Galípolo, o mecanismo produz inércia e está entre as explicações para esse histórico.
Medidas macroprudenciais
As medidas macroprudenciais que serão anunciadas, afirmou Galípolo, não estarão condicionadas à etapa do ciclo econômico. Ele disse que essas regras podem ajudar a população a deixar um ciclo de uso de crédito emergencial com juros altos para complementar o poder aquisitivo.
O presidente do BC mencionou o alto comprometimento da renda e defendeu ações preventivas, transparência e maior atrito na contratação dessas linhas. A intenção, segundo ele, é ampliar a consciência dos consumidores e reforçar a proteção e a cidadania financeira.
Bolsa Família
O reajuste de 15% no Bolsa Família será incorporado aos modelos do Banco Central quando estiver aprovado e em vigor. A inclusão ocorrerá gradualmente, à medida que a autoridade monetária reunir evidências e puder observar os efeitos da medida.
“Essa precificação vem se movendo a partir desses dados que vêm sendo apresentados”, afirmou Galípolo.
Ele acrescentou que cenários de forte instabilidade exigem humildade na interpretação das informações usadas para as decisões. O mesmo cuidado, disse, deverá ser aplicado à análise do aumento do Bolsa Família.








