O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou nesta terça-feira (22) que o tamanho dos próximos ajustes na taxa básica de juros dependerá da evolução do cenário econômico. A avaliação consta na ata da reunião de setembro, publicada pelo Banco Central, em um ambiente descrito pelo colegiado como de incertezas historicamente elevadas e riscos de alta para os preços.
No encontro, encerrado na última quarta-feira, 16, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75%. Foi o quinto corte consecutivo. A ata reforça que a política monetária deverá permanecer suficientemente restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.
O Banco Central também apontou que choques de oferta têm influenciado de forma relevante a trajetória recente da inflação e suas projeções. O Copom afirmou que não deve reagir aos efeitos primários desses choques, mas que precisa acompanhar possíveis efeitos de segunda ordem e atuar caso eles se concretizem.
Na avaliação do comitê, os sinais de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica vêm se acumulando gradualmente. Apesar de contribuir de maneira determinante para a desinflação, a política monetária ainda enfrenta uma inflação pressionada pela demanda. Por isso, a ata indica a necessidade de manter o caráter restritivo dos juros.








