SÃO PAULO — A transmissão do VCT Americas opera com cerca de 900 canais de áudio, mais de 150 sinais de vídeo e uma estrutura energética superior a 3.000 KVA. A etapa realizada em São Paulo também conecta equipes e centros de broadcast em diferentes países, enquanto o público acompanha as partidas em português, inglês e espanhol.
A produção envolve mais de 400 profissionais, dezenas de câmeras, 15 caminhões e 10 toneladas de equipamentos. Desse total, mais de 100 pessoas das operações do Brasil, Estados Unidos e América Latina participam diretamente do trabalho, segundo a Riot Games.
Uma transmissão distribuída entre continentes
Os sinais captados em São Paulo são enviados a um centro de broadcast em Seattle, de onde seguem para diferentes operações. A transmissão em português conecta Seattle à estrutura da Barra Funda, enquanto a produção voltada à América Latina também envolve a Cidade do México. No fluxo global da Riot, Seattle e Dublin funcionam como hubs.
Mesmo com essa distribuição, o conjunto de broadcast presente no evento foi planejado para funcionar em uma única sala. A operação não depende de caminhões de transmissão estacionados do lado de fora da arena.
Cada jogador no palco conta com um mix de áudio individual. Com isso, pode ouvir os próprios companheiros e o técnico sem receber o áudio da equipe adversária. Além da transmissão principal, a estrutura fornece conteúdo para redes sociais e co-streamers.
Um ano de preparação para a etapa
A realização em São Paulo exigiu aproximadamente um ano de planejamento, com visitas técnicas iniciadas em dezembro. A definição passou pelo calendário global, pela escolha do país e da cidade e pela busca de um espaço capaz de atender às exigências técnicas do campeonato.
A cidade foi escolhida pela infraestrutura e pela quantidade de fornecedores disponíveis. Outras cidades foram avaliadas, mas questões técnicas e de calendário dificultaram as alternativas. Até a comunicação entre profissionais precisou ser ajustada: referências diferentes para o térreo, usadas por equipes norte-americanas e brasileiras, foram padronizadas conforme a estrutura local.
Fernando Birsto, Product Manager de VALORANT no Brasil, participou do painel sobre a operação. Fernando Svevo, diretor de produção das Américas, apresentou informações sobre o broadcast e as tecnologias empregadas no evento.
Limites para ativações e espaços
A Riot informou que gostaria de oferecer mais ativações para os fãs, áreas maiores para as equipes e mais pontos de venda de produtos. A estrutura física do local e a necessidade de preservar as rotas de emergência limitaram parte dessas iniciativas.
Após a experiência em Toronto, a empresa passou a priorizar atividades que complementem a partida, em vez de fazer o público escolher entre assistir ao jogo e participar de uma ação paralela. Intervenções entre os mapas também foram adaptadas ao Brasil a partir de experiências anteriores em Santiago.
A identidade da etapa foi criada para o público brasileiro. O conceito “fazer o mundo ouvir” foi desenvolvido para a passagem do VCT pelo país, dentro de uma estratégia de adaptar a comunicação às características de cada região.







