A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus preventivo para retornar ao Brasil durante as eleições, votar na própria mãe e voltar à Itália sem ser presa. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 21, pelo advogado Eduardo Maurício.
Zambelli deixou o Brasil em junho de 2025, antes do cumprimento das penas impostas pelo STF, e se declara “exilada política” na Itália. Cerca de quatro meses após deixar o presídio feminino de Rebibbia, nos arredores de Roma, ela busca um salvo-conduto para permitir a viagem e o exercício do voto.
A defesa afirma que um dos objetivos é permitir que Zambelli vote em Rita Luzia Zambelli Salgado (PL), candidata a deputada federal por São Paulo nas eleições deste ano. O documento também pede que a ex-deputada possa regressar à Itália sem ser detida.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em outro processo, recebeu pena de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio no qual perseguiu um homem armada, em 2022.
No pedido principal, os advogados solicitam a suspensão da execução das condenações até que o STF examine procedimentos relacionados ao caso Master. A defesa cita mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação sobre a invasão dos sistemas do CNJ.
O habeas corpus foi apresentado por Eduardo Maurício, que passou recentemente a integrar a defesa da ex-deputada e atua com os advogados italianos responsáveis pelos processos de extradição na Itália. O salvo-conduto é uma ordem judicial ou documento oficial que permite o trânsito por um território sem risco de prisão ou detenção.
“O pedido de liminar é para que o STF conceda salvo-conduto exclusivamente para permitir a entrada da ex-deputada no país”, afirmou Maurício.







