A circulação de uma notícia falsa sobre Flávio Bolsonaro reacendeu a disputa entre grupos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas do primeiro turno das eleições. O boato dizia que o candidato do PL pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
O caso envolvendo a imagem religiosa deverá ser analisado pelo plenário do STF, mas ainda não há data definida. A condução da Corte caberá a Edson Fachin, que tem contado com o apoio de Cármen Lúcia. Os dois ainda não conseguiram implementar o Código de Ética para os magistrados, conforme o texto.
De um lado, estão André Mendonça, Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Luix Fux. A outra ala é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. O texto associa o primeiro grupo à defesa de Flávio Bolsonaro e o segundo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca novo mandato.
Dias Toffoli, indicado por Lula para o STF, teria se afastado politicamente do presidente após barrar sua ida ao velório do irmão Vavá, em 2019, quando o petista estava preso. Desde então, segundo o texto, Toffoli passou a se alinhar a Mendonça em decisões no TSE.
A divisão também aparece em outro processo. Na sessão do dia 15, Flávio Dino teria impedido que Alexandre de Moraes fosse atingido por questionamentos relacionados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A análise desse caso pelo plenário deverá ocorrer somente depois das eleições, conforme o texto.
Religião na campanha
A campanha de Lula passou a explorar a imagem de Nossa Senhora Aparecida e anunciou medidas como o reajuste de 15,04% no benefício do Bolsa Família, o fim das bets, o Desenrola 3.0 e a oferta de canetas emagrecedoras. Aliados do petista também distribuíram pelo WhatsApp figurinhas da santa com a letra “L”.
Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, espalharam acusações de que Lula seria “macumbeiro”. Em cultos, pastores repetiram a alegação de que um novo mandato do presidente levaria ao fechamento de igrejas evangélicas, uma afirmação que circula desde a campanha de 2002.
O texto afirma que a disputa religiosa e a crise no STF desviaram a atenção das propostas para a Presidência. Entre os temas citados estão o aumento da dívida pública, o tarifaço imposto por Donald Trump, o custo de vida e a segurança pública.







