Lula foi contestado após mencionar, em entrevista ao Canal Livre, da TV Band, uma notícia falsa sobre Nossa Senhora. O episódio reacendeu a disputa política em torno do uso de informações sem verificação por grupos de diferentes correntes ideológicas.
A história dizia que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, pretendia retirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil. A narrativa também foi abraçada pela primeira-dama Rosângela da Silva em um pronunciamento público. Um conselho de pastores afirmou que evangélicos e católicos vivem em paz e criticou Lula pelo episódio.
O debate ocorre em meio a questionamentos judiciais sobre a circulação de conteúdos relacionados ao caso. O ministro Flávio Dino suspendeu uma decisão sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida, enquanto o ministro Luiz Fux também aparece relacionado ao tema. O Supremo Tribunal Federal é citado no contexto do inquérito das fake news, presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.
A discussão inclui acusações de desinformação associadas tanto ao bolsonarismo quanto ao Partido dos Trabalhadores. Entre os exemplos mencionados estão as alegações sobre “kit gay”, “mamadeira de piroca” e adulteração do código-fonte das urnas. Também são citados boatos eleitorais contra Geraldo Alckmin, em 2006, segundo os quais ele pretendia privatizar a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Petrobras.
Outras afirmações lembradas são a de que governos acabariam com o Bolsa Família, a de que a Operação Lava Jato teria sido obra da CIA por causa do pré-sal e a tese de que Dilma Rousseff foi vítima de um golpe.
O episódio expõe uma disputa sobre os limites da atuação do Estado e do Judiciário na definição do que deve ser considerado falso nas redes sociais. O ministro André Mendonça também é citado nesse debate, em posição oposta à de Flávio Dino.







