São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

PT vê atuação de Mendonça como fator para avanço de Flávio entre evangélicos

Setorial religioso do partido atribui ao ministro do STF parte do crescimento do senador no segmento, apontado por pesquisa Quaest.

PT vê atuação de Mendonça como fator para avanço de Flávio entre evangélicos
Foto: Dida Sampaio/Estadão

O setorial religioso do PT atribui a decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), parte do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) entre os evangélicos no segundo turno. Pesquisa Quaest indica que o senador avançou sete pontos porcentuais no segmento, de 51% para 58%, enquanto Lula permaneceu com 28%.

Na avaliação de petistas, Mendonça mobilizou eleitores indecisos ao retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia mensagens entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão abriu um confronto entre os dois ministros do STF. Mendonça é evangélico e foi indicado ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que havia prometido escolher para a Corte um nome “terrivelmente evangélico”.

Gutierres Barbosa, coordenador do setorial inter-religioso do PT, classificou o avanço de Flávio como temporário. “Flávio vinha caindo entre os evangélicos, mas teve um novo crescimento porque o ministro André Mendonça acabou mobilizando esse segmento, mas é uma coisa sazonal”, afirmou.

O partido também reconhece o desgaste de Lula provocado pela associação, feita nas redes sociais da campanha de Flávio, entre o presidente e Moraes. Petistas avaliam ainda que houve desencontro na estratégia para lidar com o ministro do Supremo.

Na reta final antes do primeiro turno, o PT pretende questionar a imagem de Mendonça e de Nunes Marques, ambos religiosos e indicados por Bolsonaro. A estratégia é relacioná-los ao caso envolvendo Vorcaro e sustentar, entre eleitores religiosos, que os ministros não demonstrariam a seriedade atribuída a eles.

Mendonça confirmou ter recebido Vorcaro pessoalmente no início de 2025. Segundo o ministro, o encontro ocorreu na sede, em São Paulo, de um instituto educacional mantido por ele e durou menos de 30 minutos. A reunião foi organizada a pedido de pessoas ligadas à Igreja Batista da Lagoinha, com intermediação do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de uma operação da Polícia Federal sobre tráfico de influência em tribunais superiores.

Mensagens trocadas por WhatsApp por Vorcaro apontam pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques. A assessoria de Kevin negou que ele tenha prestado serviço ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. O ministro também afirmou que nunca votou a favor do banco e que seu filho não recebeu dinheiro do banqueiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5