São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Presidenciáveis criticam ou defendem investigação sobre Alexandre de Moraes no STF

Lula defendeu o avanço das apurações, enquanto adversários criticaram a sessão e questionaram o funcionamento do Supremo.

Presidenciáveis criticam ou defendem investigação sobre Alexandre de Moraes no STF
Foto: Alejandro Zambrana/STF e Rosinei Coutinho/STF

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes provocou manifestações de presidenciáveis. Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a continuidade das apurações e a abertura dos sigilos, enquanto outros candidatos criticaram o comportamento dos ministros e o resultado do julgamento.

O encontro foi suspenso após o pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino. Antes disso, os ministros haviam decidido, por 4 a 3, manter separados os julgamentos de Alexandre de Moraes e André Mendonça. A questão preliminar foi levantada pelo ministro Gilmar Mendes.

Em entrevista ao Jornal da Record, Lula afirmou que suspeitas ou acusações devem ser submetidas a julgamento. O presidente disse que a Corte e Edson Fachin têm as informações necessárias para conduzir o processo e defendeu que as investigações alcancem todos os envolvidos. Também pediu a abertura dos sigilos relacionados ao caso.

“É preciso investigar todos sem distinção”, declarou Lula.

Críticas ao Supremo

Ronaldo Caiado, do PSD, classificou a sessão como “insustentável” em publicação no X. Ele criticou o bate-boca entre ministros e afirmou que o episódio constrangeu o país. Caiado também disse que o Brasil precisa retomar a ordem.

Renan Santos, da Missão, publicou um vídeo no Instagram em que ironiza o resultado da sessão enquanto come uma pizza.

Augusto Cury, do Avante, questionou nas redes sociais o regime dos ministros do Supremo. O vídeo compartilhado por ele afirma que os integrantes da Corte não passam por eleição, não podem ser retirados pelo voto e permanecem no cargo até os setenta e cinco anos. A legenda sustenta que, caso Lula seja reeleito, sete das onze cadeiras do tribunal poderão ter sido indicadas por ele, enquanto a maioria é formada por seis ministros.

Romeu Zema, do Novo, publicou vídeos com críticas à sessão e aos ministros. Em uma das gravações, acusou Dias Toffoli de mentir para escapar do julgamento. Em outra, usou declarações de André Mendonça para acusar Alexandre de Moraes de criar uma “Polícia Federal Paralela”. Também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e escreveu que não deveria haver “intocáveis”.

Flávio Bolsonaro, do PL, cumpriu agenda no Conjunto Ceará, em Fortaleza, antes de um evento com André Fernandes. O candidato não publicou manifestação sobre a sessão nas redes sociais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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