São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Crise envolvendo Moraes amplia pressão sobre campanha de Lula

Estratégia do governo e do PT para evitar o desgaste com Alexandre de Moraes não impediu a deterioração do cenário eleitoral.

Crise envolvendo Moraes amplia pressão sobre campanha de Lula
Foto: Wilton Junior/Estadão

O governo Luiz Inácio Lula da Silva e o PT mantiveram uma estratégia de proteção indireta a Alexandre de Moraes, apesar da pressão para que o presidente se afastasse do ministro. Lula deixou de fazer elogios públicos a Moraes, mas não adotou críticas incisivas sobre as suspeitas relacionadas ao magistrado.

A reação governista deslocou o foco para o ministro André Mendonça. No Judiciário, Flávio Dino passou a atuar em ações contra Mendonça. Nas redes sociais, aliados de Lula também elevaram o tom contra o magistrado.

Interlocutores do governo admitiam, nesta terça-feira, 15, que nenhum desfecho no Supremo Tribunal Federal seria favorável ao presidente. A autorização de uma investigação poderia transformar Moraes em alvo de inquérito e fortalecer os discursos bolsonaristas. O adiamento do caso, por outro lado, reforçaria a percepção de que aliados de Lula atuam para ajudar o ministro.

Pressão eleitoral

A campanha petista avaliou, em reunião realizada no último dia 9, que o caso envolvendo Moraes causa mais impacto sobre Lula do que as denúncias relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O encontro durou mais de cinco horas e incluiu a revisão do cenário político.

Um monitoramento digital recebido pela campanha registrou aumento nas menções à crise do Supremo Tribunal Federal. Nas referências conjuntas a Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master, quase 90% das reações foram críticas.

A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes, que incluiria um pedido de orientação sobre o dia da fuga, foi seguida por novas quedas nas intenções de voto de Lula. As pesquisas mais recentes colocaram Flávio Bolsonaro, do PL, numericamente à frente, embora os dois permanecessem em empate técnico.

O PT considera preocupante a possibilidade de Jair Bolsonaro terminar à frente nas projeções de 1º turno. A duas semanas do primeiro turno, a campanha avalia que há pouco espaço para mudanças improvisadas na estratégia. Lula havia afirmado apenas que “todos devem prestar esclarecimentos”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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