A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o petista não tem um desfecho favorável no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. A sessão ocorreu nesta terça-feira, 15, mas foi interrompida após Flávio Dino pedir vista. Edson Fachin, presidente da Corte, encerrou os trabalhos.
Para integrantes da campanha, o cenário considerado menos prejudicial seria o plenário confirmar a investigação sobre as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Papudinha, em Brasília, desde março deste ano. Na avaliação desse grupo, isso daria sustentação à narrativa de que Lula se afastou politicamente do ministro.
A equipe do presidente também considera que a crise no STF já afetou integralmente a campanha. O episódio teria retirado espaço da disputa eleitoral e de discussões propositivas nos programas de televisão e nas redes sociais. Por essa leitura, Lula já acumulou uma perda política, independentemente da decisão final do plenário.
Durante a sessão, Cármen Lúcia afirmou que a crise institucional da Corte alcançou a população às vésperas das eleições. “O povo brasileiro deveria estar focado em ver a eleição geral”, disse a ministra, ao relatar que o assunto dominava conversas em farmácias, padarias e telejornais.







