São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Mendonça ordena remoção de posts que ligavam Flávio a mudança sobre padroeira

Decisão do TSE determinou a retirada de 1.125 publicações em X, Facebook, TikTok e YouTube; Flávio negou envolvimento.

Mendonça ordena remoção de posts que ligavam Flávio a mudança sobre padroeira
Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a remoção de 1.125 publicações em redes sociais que associavam falsamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um projeto para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. A decisão foi tomada por Mendonça como integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de combater desinformação.

A medida alcança X, Facebook, TikTok e YouTube. Na decisão, o ministro classificou como “notoriamente inverídico” o vínculo entre Flávio Bolsonaro ou sua família e qualquer proposta, articulação ou apoio à retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil.

A associação passou a circular com a ideia de que evangélicos pretendiam aprovar uma lei para retirar da santa católica o título de padroeira. Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque registrou 397,2 mil menções ao tema e 2,3 milhões de interações nas primeiras 17 horas após a informação inicial. A análise considerou cinco plataformas: Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok.

Dois em cada três posts identificados eram de perfis de esquerda. A maioria desses perfis já divulgava a suposta ligação de Flávio com a medida, embora essa relação não tivesse sido feita no canal de notícias mencionado na fonte.

Reações

O humorista Antonio Tabet, um dos atingidos pela decisão, afirmou em nota que a medida viola a liberdade de expressão. Ele também disse que não havia associado a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida a Flávio Bolsonaro. Em uma publicação no X, Tabet havia usado uma imagem da santa e criticado a família do senador.

Flávio Bolsonaro negou envolvimento com as publicações e acusou Lula de explorar a discussão religiosa para fins eleitorais. O senador afirmou respeitar todas as religiões e disse ser cristão e evangélico.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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