SÃO PAULO — A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, a investigação de Jair Bolsonaro por medidas adotadas durante a corrida eleitoral. A ação solicitava que o então presidente fosse declarado inelegível por ampliar benefícios sociais no período.
Em agosto, Bolsonaro defendeu uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para elevar o Auxílio Brasil, programa equivalente ao Bolsa Família durante seu governo. O benefício chegaria a R$ 600 em 2023.
O governo aumentou o valor em R$ 200, com pagamento temporário de agosto a dezembro. O benefício original tinha valor mínimo de R$ 400. Naquele agosto, 2,2 milhões de novas famílias foram incluídas, segundo o Ministério da Cidadania. O total de famílias cadastradas chegou a 20,2 milhões.
A representação apresentada pela equipe de Lula sustentava que Bolsonaro havia concedido benefícios financeiros durante o período eleitoral com o objetivo de influenciar a decisão dos eleitores. O pedido também citava a antecipação dos pagamentos do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás, a ampliação do número de famílias atendidas e a antecipação de auxílios para caminhoneiros e taxistas.
Entre as outras medidas mencionadas estavam um programa de negociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal, a liberação de FGTS futuro para financiar imóveis, uma linha de crédito da Caixa para mulheres empreendedoras e o crédito consignado do Auxílio Brasil.
Nesta quinta-feira (17), Lula anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O repasse mínimo passará de R$ 600 para R$ 691 por família. O pagamento do novo valor começará em 19 de outubro, antes do segundo turno, marcado para o dia 25. A medida terá custo de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões anuais em 2027 e 2028.







