São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula propõe força nacional especializada e defende fim do Fundo Eleitoral

Presidente também afirmou que, se for reeleito, pretende criar um ministério exclusivo para a segurança pública.

Lula propõe força nacional especializada e defende fim do Fundo Eleitoral
Foto: Pedro Kirilos/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende criar uma força nacional especializada para atuar contra o crime organizado em comunidades. Ele também disse que, se for reeleito, vai propor um ministério exclusivo para a segurança pública, área atualmente vinculada ao Ministério da Justiça.

A proposta dependeria da aprovação de uma emenda constitucional. Lula descreveu a estrutura como uma Força Nacional preparada para intervir em diferentes situações. Na avaliação do presidente, o emprego das Forças Armadas em intervenções federais não produziu resultado permanente: os criminosos deixavam as áreas durante a operação e retornavam depois da saída do Exército.

O presidente criticou ações policiais violentas em comunidades. Para ele, o enfrentamento ao crime deve priorizar a asfixia financeira das organizações, que classificou como uma indústria multinacional presente na Justiça, na polícia, no futebol, na política e no empresariado. Lula também defendeu a presença ordenada do Estado e a oferta de políticas públicas nas comunidades.

Ao explicar sua oposição à classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas pelo governo dos Estados Unidos, Lula diferenciou o terrorismo associado ao presidente Donald Trump daquele praticado por organizações criminosas no Brasil. Segundo ele, o primeiro seria um terrorismo de Estado, enquanto o segundo afetaria diretamente a vida das comunidades.

Fundo Eleitoral e reforma política

Lula defendeu a extinção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. O presidente associou a medida ao fim do que chamou de promiscuidade política e afirmou que uma reforma política seria necessária para alterar as regras do sistema partidário e do financiamento de campanhas.

Na avaliação de Lula, a mudança poderia contribuir para superar a polarização no Brasil e estimular partidos com programas, compromissos e comportamento ético. Ele reconheceu, porém, que alterações estruturais enfrentam resistência porque atingem interesses de deputados e partidos.

O presidente também criticou a participação do Congresso Nacional no orçamento da União e afirmou que não é possível manter essa situação com 50% dos recursos sob influência do Legislativo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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