BRASÍLIA — O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes pode ajudar os eleitores a identificar as relações de candidatos com o caso do Banco Master.
A declaração foi dada nesta terça-feira, 15, enquanto os ministros do STF analisavam o pedido apresentado por André Mendonça. O ministro defende a abertura de investigação sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Master.
Guimarães voltou a defender transparência e a quebra dos sigilos das investigações relacionadas ao caso. “Para que a sociedade, ao decidir na eleição, tenha consciência do conteúdo”, disse, ao tratar dos possíveis vínculos dos candidatos com o episódio.
O ministro também afirmou esperar que a sessão do Supremo contribua para que os eleitores avaliem as conexões políticas relacionadas ao escândalo. Lula, por sua vez, não respondeu às perguntas de jornalistas e deixou um evento no Palácio do Planalto pela manhã sem falar com a imprensa.
Estratégia eleitoral
Uma das orientações discutidas pelo PT é associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao caso do Master. Guimarães esteve entre os defensores de uma postura mais agressiva da campanha de Lula.
A campanha cobra explicações sobre R$ 134 milhões solicitados por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. O senador teria alegado que os recursos financiariam o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula havia planejado gravar um vídeo sobre o caso, mas decidiu conceder uma entrevista a uma emissora de televisão à noite. O governo também acompanha o impacto político da crise no STF, que, conforme pesquisas do Planalto, atinge a imagem do presidente. Moraes é o relator do processo que condenou Bolsonaro na trama golpista e é considerado aliado do governo.







