São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Fachin assume inquérito das fake news enquanto Lula tenta conter crise no STF

Presidente defende transparência nas investigações e campanha petista amplia ataques a André Mendonça e Flávio Bolsonaro.

Fachin assume inquérito das fake news enquanto Lula tenta conter crise no STF
Foto: Wilton Junior/Estadão

Edson Fachin assumiu a condução do inquérito das fake news, que estava sob relatoria de Alexandre de Moraes desde 2019. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) também suspendeu a decisão de André Mendonça que afastava do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Fachin havia informado Luiz Inácio Lula da Silva, em duas conversas recentes, que assumiria o caso. Nas mesmas conversas, indicou que poderia retirar de Mendonça as relatorias dos inquéritos sobre o Banco Master e os desvios das aposentadorias do INSS. Até agora, porém, não assumiu esses dois processos.

O presidente do STF marcou ainda uma sessão extraordinária para terça-feira, 15, destinada a analisar o pedido de Mendonça para investigar Moraes. O governo avaliou que as medidas poderiam conter a disputa entre ministros e a crise na Corte.

A tensão aumentou após a divulgação de uma longa troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No mesmo período, Lula passou a perder pontos nas pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos mais recentes apontaram empate técnico entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.

Estratégia de Lula

Nesta quarta-feira, 9, Lula defendeu a quebra total do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. A estratégia foi discutida pelo presidente com ministros do STF, advogados e conselheiros políticos. A decisão busca afastar o governo das acusações relacionadas a Moraes, cuja imagem, segundo trackings em redes sociais feitos pelo Planalto, passou a ser associada à de Lula.

A associação ocorre, conforme o levantamento citado no entorno do governo, desde a condenação de Jair Bolsonaro pela trama golpista do 8 de Janeiro. Moraes foi apontado como aliado do governo nesse período.

Ao mesmo tempo, coordenadores da campanha petista intensificaram as críticas a Flávio Bolsonaro e a Mendonça. A acusação é que o ministro teria feito vazamentos seletivos para favorecer o senador e adotado critérios diferentes na condução do caso Master.

A ofensiva também questiona os R$ 134 milhões que Flávio teria pedido a Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Bolsonaro. A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro possa ter sido usada para financiar ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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