PONTA GROSSA — A visita do senador Flávio Bolsonaro a Filipe Martins ocorre após a defesa do ex-assessor questionar no Supremo um registro migratório usado no processo que levou à sua condenação. Martins está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, no Paraná.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. A acusação sustentou que ele havia fugido para os Estados Unidos. A defesa afirmou que ele permaneceu no Brasil e apresentou recibos de carros de aplicativos utilizados no período mencionado no processo.
O registro de entrada de Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022 foi inserido nos sistemas oficiais da Patrulha de Fronteira. O juiz norte-americano Gregory Presnell declarou que o documento era fraudulento.
A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo cumprimento da pena. A previsão é que Flávio permaneça uma hora e meia conversando com o ex-assessor internacional, que trabalhou para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro também foi condenado por golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar.
Críticas a Alexandre de Moraes
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, afirmou nesta semana que o Brasil quer saber se Alexandre de Moraes era “o advogado de Vorcaro”. Também disse que o ministro “não tem a menor condição” de continuar no Supremo.
As declarações ocorreram após a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o documento, as mensagens indicariam que o magistrado defendia os interesses do banqueiro e teria corrigido o texto do acordo de sua esposa, a advogada Viviane Barci, no valor de 131 milhões de reais com o Master.







