PONTA GROSSA — O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de comandar um gabinete de perseguição e afirmou que ele não deveria continuar na Corte. As declarações foram dadas neste sábado, 5, durante uma visita a Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro preso em uma cadeia pública no interior do Paraná.
Flávio disse que pretende, caso seja eleito, recuperar a credibilidade das instituições sem proteger pessoas. “Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou. O senador também declarou que a atuação do ministro não representa a magistratura nem o conjunto do Supremo.
As críticas ocorreram após a divulgação, na terça-feira, 1º, de um relatório da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça. O documento identificou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro.
Flávio criticou a decisão de Moraes de incluir Mendonça no inquérito das fake news. Também rejeitou a possibilidade de o relator do processo sobre o Banco Master se tornar alvo de um pedido de impeachment. “Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição”, declarou.
Impeachment e ato de setembro
O senador afirmou que há mais de 54 pedidos de impeachment contra Moraes parados na presidência do Senado Federal. Ele criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pela decisão de não pautar a abertura do processo.
Flávio também disse que o ato marcado para 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá como mote “Fora Lula, Fora Moraes”.
Pagamentos para o filme
O senador voltou a comentar o financiamento de Dark Horse por Daniel Vorcaro. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras registrou que, em setembro daquele ano, o banqueiro fez um pagamento adicional de US$ 1,6 milhão ao fundo Havengate, responsável por administrar os recursos antes do repasse à produção.
O pagamento ocorreu oito dias depois de Flávio cobrar Vorcaro por novos repasses. Em maio, ao comentar o financiamento, o candidato havia dito que a última parcela paga pelo banqueiro tinha ocorrido em maio de 2025. Depois, afirmou que eventuais cobranças sobre o tema deveriam ser dirigidas à produtora do filme, e não a ele.







