PONTA GROSSA — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Alexandre de Moraes não deveria continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal e chamou o magistrado de “laranja podre” na Corte. A declaração ocorreu após uma visita ao ex-assessor internacional Filipe Martins, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo Flávio, ele está preso por causa de uma minuta de golpe que nunca existiu e por ter editado um documento apócrifo. O senador também classificou o julgamento dos envolvidos no 8 de Janeiro como uma farsa.
“Ele é mais um injustiçado, mais um perseguido, mais uma vítima dessa grande farsa que foi o 8 de Janeiro”, disse Flávio ao deixar o presídio.
Críticas ao ministro
Flávio acusou Moraes de usar o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos e afirmou que o ministro teria adotado o mesmo método contra pessoas de direita e contra André Mendonça. O senador também mencionou conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro que foram divulgadas nesta semana.
De acordo com Flávio, um relatório da Polícia Federal mostra que Moraes teria defendido os interesses de Vorcaro e corrigido o texto de um acordo envolvendo sua esposa, a advogada Viviane Barci, no valor de 131 milhões de reais com o banco Master. O senador questionou se Moraes era o advogado de Vorcaro.
A autorização para a visita foi concedida por Moraes, e Flávio permaneceu mais de uma hora com Martins. O senador disse que foi ao presídio para abraçar o amigo, a quem descreveu como uma pessoa preparada e importante para seu grupo político.
O senador Sergio Moro (PL-PR) acompanhou Flávio até a unidade, mas não participou da conversa porque a autorização permitia apenas a entrada do colega. Moro afirmou que a condenação de Martins pelo Supremo é equivocada e criticou as penas aplicadas aos envolvidos no 8 de Janeiro.
A defesa política de Martins também se apoia na contestação de um registro migratório usado no caso. O juiz americano Gregory Presnell declarou fraudulento o registro de entrada de Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022, inserido nos sistemas oficiais da Patrulha de Fronteira.







