Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

Entidades da PF não se manifestam após acusações de Daniel Vorcaro

Associações da categoria não divulgaram apoio a Andrei Rodrigues enquanto banqueiro acusou a PF de barrar uma delação sem apresentar provas.

Entidades da PF não se manifestam após acusações de Daniel Vorcaro
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As principais entidades de classe da Polícia Federal não divulgaram manifestação de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, após acusações feitas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Ele afirmou que a PF teria rejeitado uma proposta de delação premiada para proteger o chefe da instituição, mas não apresentou provas.

A Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) permanecem sem posicionamento público desde o início dos atritos envolvendo a PF e o Supremo Tribunal Federal nos casos Master e INSS.

Depoimento e relatórios

No último dia 27, Vorcaro prestou depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça. A oitiva foi solicitada pela defesa, sem a presença de representantes da Polícia Federal, sob a alegação de que o banqueiro estaria sendo ameaçado por policiais. Na mesma data, ele seria ouvido por videoconferência pela PF em outro inquérito.

Rodrigues enviou ao Supremo, em formato físico, seis relatórios de inteligência sobre Mendonça. Os documentos foram produzidos desde o início de agosto, quando os atritos entre o diretor-geral e o ministro se intensificaram. O ofício foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes e informou o cumprimento de uma ordem emitida por ele no inquérito das fake news.

Os relatórios registram que não têm “valor probatório” e que não podem ser utilizados como elemento de acusação. Segundo o documento, eram informações elaboradas pela equipe de investigação para uso interno do diretor-geral, sem intenção de integrar um processo.

O ofício foi protocolado no STF às 14h55 da última quarta-feira, 2, dias depois do depoimento prestado por Vorcaro a Mendonça.

Mensagens a Moraes

Conversas entre Vorcaro e Moraes mostram que o banqueiro pediu ao ministro que interviesse junto a Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para interromper as investigações sobre o Master.

Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro perguntou a Moraes se seria possível reverter o avanço das apurações contra o banco, suspeito de operar uma fraude financeira estimada em R$ 12 bilhões. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, escreveu o banqueiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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