Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

Delegados pedem impedimento de Paulo Gonet em apuração sobre diálogos de Vorcaro

Associação afirma que o procurador-geral da República deve deixar procedimentos nos quais é citado e pede arquivamento da investigação contra a PF.

Delegados pedem impedimento de Paulo Gonet em apuração sobre diálogos de Vorcaro
Foto: STF/YouTube/Reprodução

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório que reúne as conversas também cita nominalmente Gonet.

A entidade divulgou uma nota em que manifesta indignação com a abertura de um procedimento para investigar a conduta de policiais federais responsáveis pela elaboração do relatório. O documento foi produzido após ordem judicial de André Mendonça, relator do Caso Master, a partir de material apreendido na Operação Compliance Zero.

Segundo a ADPF, os delegados e servidores cumpriram a determinação judicial dentro dos limites estabelecidos. “Dirigir o questionamento a quem cumpriu a ordem transfere aos executores uma controvérsia que não é deles”, afirmou a associação.

Gonet comunicou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que havia solicitado a apuração por suspeita de interferência indevida de Mendonça na Polícia Federal. A iniciativa ocorreu após a divulgação do relatório, que indicou a proximidade entre Vorcaro e o procurador-geral da República.

Horas depois, Gonet pediu o arquivamento do caso. O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu um procedimento para investigar a conduta do procurador-geral.

A associação argumenta que as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes também alcançam integrantes do Ministério Público. Para a entidade, o efeito objetivo da investigação é intimidatório para os investigadores.

Além de solicitar o afastamento de Gonet, a ADPF pediu o arquivamento do procedimento contra a Polícia Federal, sob o argumento de que a medida utiliza uma via inadequada. A organização também defendeu que os fatos revelados na Operação Compliance Zero sejam apurados integralmente, sem seletividade entre as autoridades envolvidas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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