Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

Delegados pedem afastamento de Gonet de apuração sobre relatório da PF

Associação afirma que o procurador-geral é citado no documento e não deve atuar em procedimentos relacionados aos fatos investigados.

Delegados pedem afastamento de Gonet de apuração sobre relatório da PF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na investigação sobre diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro que também mencionam o chefe do Ministério Público Federal.

A entidade defendeu o arquivamento do procedimento aberto por Gonet para apurar a conduta de policiais federais responsáveis por um relatório elaborado a partir de material apreendido na Operação Compliance Zero. O documento registra conversas de Vorcaro, incluindo diálogos com Gonet.

Em nota, a associação afirmou que os policiais cumpriram uma ordem judicial e não tinham margem para avaliar a conveniência da medida. “Os Delegados e servidores que dele participaram cumpriram ordem judicial, nos estritos limites nela fixados”, diz o texto.

Questionamento da associação

A ADPF contestou o uso do relatório de inteligência da Polícia Federal no inquérito das Fake News por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A organização também defendeu a atuação da equipe que produziu o documento sobre os diálogos relacionados a Moraes após ordem judicial de André Mendonça.

Gonet informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que solicitou a abertura de uma apuração. Ele alegou suspeita de interferência indevida de Mendonça, relator do Caso Master, na Polícia Federal.

Após a divulgação do relatório, Gonet pediu o arquivamento do caso. O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu um procedimento para investigar a conduta do procurador-geral.

A associação sustentou que as regras de impedimento e suspeição aplicáveis aos juízes também alcançam integrantes do Ministério Público. Como Gonet é citado no relatório, a entidade pediu que ele se abstenha de praticar atos nos procedimentos relacionados aos fatos, tanto como fiscal da lei quanto no controle externo da atividade policial.

A ADPF também afirmou que eventual contestação à decisão que determinou a elaboração do relatório deve ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal, e não direcionada aos policiais que cumpriram a ordem. Por fim, pediu que os fatos revelados na Operação Compliance Zero sejam apurados integralmente, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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