Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Base global reúne dados sobre aves extintas pela ação humana

Projeto internacional apresentado em Granada reúne características ecológicas e morfológicas de espécies de aves desaparecidas ao longo dos tempos.

Base global reúne dados sobre aves extintas pela ação humana

Uma base de dados global de acesso aberto foi apresentada para reunir informações sobre as espécies de aves extintas pela ação humana e permitir estimar a dimensão da biodiversidade perdida. A Avotrex foi lançada durante o 27.º Congresso Espanhol de Ornitologia - 8.º Congresso Ibérico, que reúne em Granada mais de 400 investigadores de Portugal e Espanha.

O projeto envolve instituições científicas de diferentes países, entre elas o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto. A ferramenta reúne características morfológicas e ecológicas de todas as aves extintas desde o Pleistoceno Superior, compreendido aproximadamente entre 126.000 e 11.500 mil anos.

A apresentação foi feita pelo investigador Ferrán Sayol Altarriba, da Universidade de Vic - Universidade Central da Catalunha, durante uma intervenção sobre a extinção das aves e seus efeitos na perda de diversidade funcional e evolutiva. Sayol Altarriba é um dos autores de um artigo sobre o projeto, publicado em outubro de 2024 na revista científica Global Ecology and Biogeography. O estudo teve a participação de outros 20 investigadores, incluindo Filipa Coutinho Soares, do CIBIO-InBIO.

Limitações dos registros

Segundo Sayol Altarriba, estatísticas oficiais como a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) não são suficientes para determinar quantas aves desapareceram em razão da atividade humana. A extinção começou antes dos primeiros registros escritos, e muitas espécies são conhecidas apenas por restos fósseis e subfósseis.

A Avotrex combina informações da literatura científica com resultados obtidos em coleções de história natural. A proposta é reconstruir as comunidades de aves anteriores ao impacto humano e calcular a diversidade que foi perdida.

Os resultados disponíveis indicam que as extinções não ocorreram de maneira aleatória. Elas se concentraram em ilhas e afetaram espécies com características únicas, como as aves não voadoras. As espécies introduzidas, por sua vez, não compensaram a diversidade perdida e contribuíram para a homogeneização funcional das comunidades insulares.

Também participam do projeto a Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores. O congresso termina no domingo e é organizado pela BirdLife de Espanha e pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - BirdLife em Portugal, com colaboração da Faculdade de Ciências da Universidade de Granada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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