São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Debate presidencial expõe divergências sobre jornada, programas sociais e Judiciário

Zema, Cury e Samara Martins também divergiram sobre educação, segurança pública e a atuação de plataformas digitais.

Debate presidencial expõe divergências sobre jornada, programas sociais e Judiciário
Foto: Taba Benedicto/Estadão

O fim da escala 6x1 provocou um dos principais embates entre os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) no debate realizado nesta sexta-feira, 18. Zema afirmou ser favorável a empregos com salários maiores, mas se posicionou contra uma redução da jornada aprovada pelo Congresso Nacional. Samara defendeu a mudança e disse que trabalhadores não têm condições de negociar de forma equilibrada com os empregadores.

“Por que aqui, em uma canetada de Brasília, o burocrata decide quanto o brasileiro precisa trabalhar?”, questionou Zema. Samara citou a situação de trabalhadores da GM e afirmou que empresas podem elevar gradualmente a carga horária. Para ela, quem trabalha na escala 6x1 fica sem tempo para outras atividades.

Bolsa Família e propostas econômicas

O reajuste do Bolsa Família também foi discutido no encontro, promovido pelo portal Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda e pela plataforma G4. Ao responder a uma pergunta de Zema, Augusto Cury (Avante) classificou como eleitoreira a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tomada 17 dias antes do primeiro turno. Cury disse que Lula demonstraria preferência pelo poder em relação à sociedade brasileira.

Zema afirmou apoiar o programa, mas defendeu que haja mais mecanismos para que os beneficiários deixem o cadastro ao conseguir emprego formal. Ele propôs o pagamento de R$ 5 mil a quem sair do Bolsa Família para assumir uma vaga com carteira assinada e chamou o reajuste de demagogia.

Em resposta a Samara, Zema defendeu a retirada do Brasil dos Brics, grupo que classificou como uma “colcha de retalhos” alinhada aos interesses da China.

Críticas ao STF

As críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) marcaram o primeiro bloco. Zema disse que a Corte se transformou em um “balcão de negócios” e defendeu o fim das decisões monocráticas, além de idade mínima de 60 anos para ministros.

Cury propôs uma reforma do Judiciário, mandato de oito anos para integrantes do STF e investigação de ministros que, segundo ele, tenham cometido corrupção. O candidato também criticou a reeleição, o desequilíbrio entre os Poderes e a interferência do Executivo.

Zema ainda chamou Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, de acovardado e o acusou de impedir a votação de pedidos de impeachment de ministros.

Educação e segurança pública

Samara defendeu responsabilizar plataformas e redes sociais por crimes de ódio contra mulheres praticados na internet. Também pediu mais investimento federal em educação e criticou a privatização de escolas, ao responder a Zema sobre parcerias público-privadas.

Na segurança pública, a candidata da UP afirmou que o tema deve ser tratado sob uma perspectiva social. Ela se posicionou contra a redução da maioridade penal, argumentando que a medida facilitaria o recrutamento de jovens por facções criminosas. Samara também considerou insuficiente a proposta de Cury de usar drones para monitorar agressores.

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas citadas no debate, não participaram. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) também desistiram do encontro nos últimos dias.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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