BRASÍLIA — O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) condenou a divulgação de uma informação falsa associando Flávio Bolsonaro (PL) a um movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A entidade também negou a existência de uma articulação religiosa contra católicos.
Em nota compartilhada pelo pastor Silas Malafaia nesta segunda-feira, 28, o Cimeb afirmou repudiar o uso da informação falsa por Luiz Inácio Lula da Silva e aliados para atingir um adversário político e estimular conflito entre católicos e evangélicos. A entidade reúne mais de 10 mil pastores de diferentes denominações evangélicas.
“Evangélicos e católicos vivem em paz”, diz a nota. O texto acrescenta que não há iniciativa de líderes evangélicos, associada a qualquer candidatura, para cancelar feriados ou cultos de nenhuma religião.
Menções a Nossa Senhora
Lula passou a mencionar Nossa Senhora com frequência desde que a informação falsa começou a circular. No domingo, 27, em entrevista ao Canal Livre, da Band, o presidente declarou que “mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável” e afirmou que já houve pessoa evangélica que chutou a santa.
Na segunda-feira, em Belém, Lula levantou uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Nesta terça-feira, 29, ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A informação falsa viralizou nas redes sociais desde quinta-feira, 24. O tema, junto com o fim das bets anunciado por Lula, tornou-se um dos principais assuntos da campanha. Levantamento do Instituto Democracia em Xeque, divulgado no sábado, 26, apontou quase 1 milhão de publicações sobre o assunto em menos de três dias.
A campanha de Lula também produziu uma cartilha com orientações para militantes do PT abordarem eleitores indecisos. O material apresenta um passo a passo para a conversa e indica a religião entre os temas a serem tratados.







