São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Cármen Lúcia pede desculpas e defende responsabilidade institucional do STF

Ministra afirmou que não havia alegria entre os colegas e classificou a sessão como um momento de mal-estar cívico e intranquilidade.

Cármen Lúcia pede desculpas e defende responsabilidade institucional do STF
Foto: WILTON JUNIOR/Estadão

A ministra Cármen Lúcia afirmou que nenhum dos integrantes do Supremo Tribunal Federal queria participar da sessão de terça-feira (15) e disse que cumpriria seu dever no tribunal. Durante a reunião, declarou sentir vergonha, pediu desculpas ao povo brasileiro e mencionou um “mal-estar cívico” e “intranquilidade”.

A sessão ocorreu em 15 de setembro, data definida pela ONU como o Dia da Democracia. A manifestação de Cármen Lúcia tratou dos efeitos da crise interna do STF sobre a confiança da população no Judiciário e sobre a credibilidade da instituição.

A ministra afirmou que a Justiça deve produzir segurança e que o Judiciário pode ser firme diante de ameaças à democracia. Ao mesmo tempo, destacou que independência judicial não significa ausência de limites e que críticas ao Judiciário não devem ser confundidas com ataques à democracia.

A discussão também envolveu a composição do Supremo. Cármen Lúcia foi apontada como a única ministra mulher do tribunal a fazer uma manifestação de caráter institucional durante a sessão. A presença feminina, nesse contexto, foi apresentada como um fator relacionado à qualidade institucional e à ampliação de perspectivas diante de problemas complexos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi citada como uma das instituições que incentivam uma reforma no Judiciário. A expectativa mencionada é de um período de reformas, debates e autocrítica nos próximos meses, em paralelo ao cenário eleitoral.

A avaliação apresentada é que a crise será superada quando a sociedade voltar a reconhecer no Supremo uma Corte Constitucional com autoridade, independência e responsabilidade. O episódio também foi relacionado à necessidade de que a próxima data em alusão à democracia corresponda aos princípios de igualdade, liberdade, inclusão e direitos humanos associados pela ONU à criação da data.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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