NOVA IORQUE — A imigração e o acordo sobre as ilhas Chagos dominaram parte da conversa pública entre Donald Trump e Andy Burnham, mas o presidente dos Estados Unidos evitou confrontos diretos com o primeiro-ministro britânico durante a conferência de imprensa realizada após a reunião entre os dois.
O encontro ocorreu esta semana, na terça-feira, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. Trump afirmou que Burnham seria “um grande primeiro-ministro” e declarou que os Estados Unidos estavam “com ele em tudo”. Também disse que o britânico tinha “muitos trunfos do seu lado”.
Burnham assumiu o cargo no final de julho e agradeceu as manifestações do presidente americano. Os dois trataram da guerra na Ucrânia, das ilhas Falkland e de questões comerciais. Ao ser questionado sobre a possibilidade de fazer negócios com o premiê, Trump o chamou de “um homem de negócios nato”.
“Já tivemos muitas conversas mesmo antes desta reunião”, disse Trump. O presidente acrescentou que os dois falaram várias vezes por telefone e afirmou acreditar que Burnham entende o que precisa fazer.
Imigração e ilhas Chagos
Ao abordar a imigração, Trump adotou uma postura diplomática, apesar das críticas anteriores à maneira como o Reino Unido lida com o tema. Burnham reconheceu que o assunto ganhou peso na política britânica e afirmou que o país continua recebendo embarcações de migrantes vindas da Europa continental.
Segundo o primeiro-ministro, as travessias caíram cerca de 50% durante o verão em comparação com o que era registrado há seis anos.
No fim da entrevista, Trump criticou o acordo do governo do ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer sobre as ilhas Chagos, classificando-o como “terrível”. A proposta prevê transferir para Maurício a soberania sobre o arquipélago, onde fica a base militar conjunta do Reino Unido e dos Estados Unidos em Diego Garcia.
Trump afirmou que as relações com o Reino Unido estão “mais em alta agora” e declarou: “Neste momento, com base na relação que tenho com o vosso primeiro-ministro, Andy, creio que estamos a sair-nos muito bem”.







