O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que Washington pode não apoiar o Reino Unido em um eventual novo conflito com a Argentina pelas Ilhas Falkland, também chamadas de Malvinas. Os Estados Unidos reconhecem a administração britânica do território, mas mantêm neutralidade diante das reivindicações de soberania.
Trump afirmou que os EUA estão reavaliando sua posição sobre as ilhas. A possibilidade teria sido incluída entre medidas consideradas pelo Pentágono para pressionar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) a cumprir metas de gastos em defesa, caso o Reino Unido não amplie seus investimentos na área.
Questionado sobre a revisão da política americana, Trump respondeu: “Analiso sempre todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”. Sobre os compromissos britânicos com a defesa, disse que o país “tem alguns problemas, mas serão resolvidos”.
As declarações ocorreram depois de Trump criticar a resposta britânica à guerra dos Estados Unidos com o Irã. Ele afirmou que o Reino Unido “não esteve lá para me ajudar”, mas reconheceu posteriormente que as forças armadas americanas não haviam precisado de apoio britânico.
A posição americana foi discutida enquanto o presidente argentino, Javier Milei, renovava a reivindicação de Buenos Aires pelas ilhas. Em discurso televisionado, Milei chamou a causa Malvinas de “SAGRADA para os argentinos” e questionou qual tema poderia ser mais importante e estratégico para os interesses vitais da nação.
Disputa histórica
A soberania das ilhas continua em disputa entre Reino Unido e Argentina mais de quatro décadas após a guerra de 1982. O conflito começou quando forças argentinas invadiram o território britânico, levando a então primeira-ministra Margaret Thatcher a enviar uma força naval para retomá-lo.
A questão também apareceu no Mundial deste ano. Após a vitória argentina por 2-1 sobre a Inglaterra nas semifinais, jogadores da seleção exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”. A Federação Argentina de Futebol recebeu uma multa de 321 mil dólares (276 mil euros) da FIFA.






