BRASÍLIA — A expectativa sobre um possível vazamento de vídeos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, banqueiro do Master, aumentou em Brasília. O aparelho está recolhido à penitenciária da Papuda, e os registros teriam sido incorporados ao acervo probatório das investigações sobre os esquemas do Banco Master.
Relatos e rumores apontam que as imagens poderiam mostrar autoridades públicas em situações vexatórias, acompanhadas de modelos estrangeiras. A Polícia Federal encontrou nos aparelhos de Vorcaro informações sobre festas particulares, mulheres e convidados importantes. Também há relatos de eventos em Trancoso, São Paulo, Angra e no exterior.
O Ministério Público junto ao TCU pediu uma investigação para identificar autoridades federais que teriam participado desses encontros. A questão central, além da existência das festas, é estabelecer quem esteve nelas e se houve alguma relação entre a participação de autoridades e decisões de interesse do banqueiro.
Pressão política e apuração
O presidente Lula classificou o escândalo como “orgia pura” e afirmou que o conteúdo do celular poderia revelar quem participou das festas. Em 17 de setembro, declarou: “Precisa vazar o que precisa vazar.” As falas expressam a expectativa política em torno do material, mas não representam conclusões estabelecidas pelas investigações.
Lula também disse que “Tem muita gente com medo na República”. Enquanto os vídeos não aparecem, nomes circulam nas redes sociais e em conversas políticas. O texto-fonte ressalta que parte dessas menções pode ser falsa, o que dificulta distinguir pessoas efetivamente relacionadas ao caso de nomes incluídos sem comprovação.
Ministros do Supremo requisitaram acesso aos dados do celular. Mensagens já teriam revelado uma extensa agenda de relações profissionais e sociais de Vorcaro com pessoas importantes da República. Alguns nomes são associados a relações comprovadas; outros aparecem apenas em relatos sobre festas.
A Polícia Federal e o Ministério Público junto ao TCU tratam de possíveis elementos ligados às investigações do Banco Master. A dúvida que permanece é se o conteúdo dos aparelhos poderá esclarecer apenas a vida social do banqueiro ou também indicar eventual conexão entre festas, relações de influência e decisões sujeitas ao Código Penal.







