A Malásia declarou estado de emergência em Serian, no estado de Sarawak, após o índice de poluição atmosférica na cidade atingir 521 na sexta-feira. O nível foi registrado em meio à fumaça de incêndios florestais e em turfeiras na vizinha Indonésia, de acordo com o departamento ambiental malaio.
Serian é uma cidade agrícola com pouco menos de 90 000 habitantes, próxima à fronteira com Kalimantan, província indonésia na ilha de Bornéu. Kuching, capital de Sarawak, também registrou uma concentração considerada perigosa, com índice de 311.
A autorização para o estado de emergência foi dada pelo rei da Malásia, Sultan Ibrahim Iskandar. O gabinete do primeiro-ministro Anwar Ibrahim informou que a medida permitirá a adoção de ações mais eficazes, mas não detalhou quais serão implementadas.
Efeitos sobre atividades e escolas
As autoridades afirmaram que índices acima de 500 podem levar à suspensão de atividades não essenciais e de atividades ao ar livre. As escolas já são fechadas quando o indicador supera 200.
Sarawak foi o estado malaio mais afetado pela fumaça nos últimos dias. O fenômeno é recorrente no Sudeste Asiático: incêndios florestais e em áreas de turfa na Indonésia podem espalhar fumaça para a Malásia, o Brunei e Singapura.
A situação deste ano foi agravada pela alta atividade de incêndios em províncias como Kalimantan e por um período prolongado de seca em partes de Bornéu. Dados de satélite do Ministério das Florestas da Indonésia identificaram 717 pontos quentes no país desde 1 de agosto, dos quais 103 estavam ativos nas últimas 24 horas.
As autoridades indonésias mobilizaram equipes de combate e tentaram provocar chuva. Na sexta-feira, a polícia informou a detenção de 112 pessoas suspeitas de provocar incêndios em 10 províncias de Sumatra e Bornéu. Os suspeitos são agricultores acusados de queimar terras para abrir áreas a um custo menor.
A Indonésia também suspendeu as licenças de cinco empresas por alegados incêndios em áreas sob concessão em Kalimantan. Pipit Subiyanto, da agência de investigação criminal da Polícia Nacional da Indonésia, disse que 167 casos estão sendo investigados. Eles envolvem a queima deliberada de cerca de 4 700 hectares em nove províncias.







