Representantes dos Estados Unidos devem visitar Moscou e Kiev no fim de semana para tratar das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. A agenda foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enquanto o Kremlin afirmou que ainda não faria um anúncio sobre os contatos.
Zelensky disse que havia se reunido com a equipe responsável pelas negociações e que os enviados do presidente dos EUA haviam confirmado encontros nas duas capitais. A parte da viagem relacionada à Ucrânia, porém, ainda estava em discussão. Uma pessoa familiarizada com o assunto afirmou que domingo havia sido mencionado como uma possível data.
A mesma fonte disse que a Rússia se opõe à visita a Kiev e tenta alterar o plano. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não confirmou a agenda. “Não farei nenhum anúncio agora, mas daremos informações quando esses contatos ocorrerem”, afirmou.
Divergências permanecem
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou na quinta-feira que existe possibilidade de um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. Em um fórum econômico, disse que países como Estados Unidos e China estão dispostos a apoiar uma solução de paz.
Putin afirmou que a questão deve ser resolvida por Rússia e Ucrânia, os países envolvidos no conflito. “Existe alguma possibilidade? Na minha opinião, sim, existe”, disse.
As posições dos dois governos continuam divergentes. Segundo Peskov, permanece inalterada a exigência apresentada por Putin há dois anos: a Ucrânia deveria ceder todo o território de quatro regiões reivindicadas pela Rússia e abandonar o plano de integrar a NATO.
A Ucrânia rejeita a cessão de território. As últimas negociações entre os dois países, mediadas pelos Estados Unidos, ocorreram em fevereiro. Peskov afirmou que um acordo de paz não pode ser descartado, mas que a base necessária para isso não existe no momento. “O trabalho continua e os contactos também”, declarou.






