Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Mundo

Nepal concentra buscas em usinas após enchentes que deixaram mais de 1.300 mortos

Operações procuram trabalhadores desaparecidos em 12 projetos hidroelétricos, enquanto o país realiza rituais no 13.º dia após as inundações.

Nepal concentra buscas em usinas após enchentes que deixaram mais de 1.300 mortos

O Nepal concentrou as operações de salvamento em 12 projetos hidroelétricos após as enchentes de 26 de agosto, que deixaram mais de 1.300 mortos e cerca de 5.000 desaparecidos no país e no Tibete. Entre os desaparecidos, cerca de 900 são trabalhadores dessas instalações, e aproximadamente 500 podem estar presos em túneis, segundo as autoridades.

O país realizou nesta segunda-feira um dia de luto pelas vítimas. Prédios do governo exibiram bandeiras a meia-haste, enquanto famílias conduziram rituais religiosos. Em Catmandu, parentes de pessoas ainda não localizadas se reuniram diante dos escritórios do primeiro-ministro e de ministérios para pedir que o governo acelere as buscas.

As vítimas trabalhavam em centrais hidroelétricas e teriam sido arrastadas pela correnteza do rio Bhotekhoshi ou soterradas por detritos. As equipes continuam procurando pessoas em terra, pelo ar e dentro de túneis. No sábado, um cidadão chinês foi retirado de uma central elétrica. Na sexta-feira, dois nepaleses foram resgatados da mesma instalação. O salvamento de três trabalhadores em túneis, no fim de semana, também ampliou a expectativa de encontrar sobreviventes.

Equipes internacionais

Grupos especializados da Índia, China, Coreia do Sul e Estados Unidos atuam na remoção de detritos, na inspeção de estruturas danificadas e na busca dentro dos túneis. As operações se espalham por diferentes projetos e envolvem riscos e incertezas, de acordo com Arnold Dix, presidente da International Tunnelling and Underground Space Association.

“Não se trata de um único resgate, mas de vários resgates potenciais”, afirmou Dix, ao descrever a complexidade da operação. Ele participou dos trabalhos para retirar 41 homens presos durante 17 dias no túnel de Silkyara, no estado de Uttarakhand, em 2023.

O porta-voz do Exército nepalês, Raja Ram Basnet, disse que as operações mantêm o mesmo ritmo do início e que o objetivo é garantir que ninguém continue preso. No Nepal, país majoritariamente hindu, o luto dura 13 dias. No último dia, são realizados rituais em homenagem aos mortos. Algumas famílias fizeram funerais simbólicos mesmo sem recuperar os corpos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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