Um tribunal de apelações dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (25) a legalidade do veto do Pentágono ao uso do Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic. A decisão ocorreu depois que a empresa se recusou a retirar determinadas medidas de segurança.
O impasse começou em fevereiro, quando a Anthropic rejeitou a exigência de Pete Hegseth, secretário do Pentágono, para remover restrições ao uso do Claude em armas letais e totalmente autônomas. A solicitação também incluía a vigilância de cidadãos americanos em território nacional.
Em março, o Departamento da Defesa classificou o modelo como um “risco para a cadeia de suprimentos”. Com isso, rescindiu os contratos militares da Anthropic e proibiu outros contratados do Pentágono de usar a tecnologia da empresa.
A medida foi uma aplicação extremamente incomum dessa autoridade contra uma empresa americana. Desde então, a Anthropic passou a ser tratada como uma pária na Casa Branca, embora mantenha papel relevante no setor de inteligência artificial e tenha expectativas de sucesso em sua iminente estreia na Bolsa de Valores.
A Casa Branca reagiu aos alertas recorrentes de Dario Amodei, CEO da Anthropic, sobre os perigos da inteligência artificial. Donald Trump classificou os alertas como “farsas”.







