São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Hegseth afirma ter cortado 20% dos generais e almirantes dos EUA

Secretário de Defesa disse que a redução integra uma política de prestação de contas e mudança no foco das Forças Armadas.

Hegseth afirma ter cortado 20% dos generais e almirantes dos EUA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (30) que reduziu em 20% o número de generais e almirantes das Forças Armadas. A medida, segundo ele, faz parte de um programa de prestação de contas e de mudança no foco das tropas.

Em discurso na base militar de Quantico, nos arredores de Washington, Hegseth disse que os cortes atingiram oficiais que não apoiaram seus esforços para concentrar as Forças Armadas na guerra, em vez de políticas progressistas associadas a governos anteriores.

“A imprensa chama isso de expurgo. Eu chamo de prestação de contas, e já estava na hora”, declarou o secretário. O discurso foi dirigido a oficiais subalternos e praças, um ano depois de uma fala semelhante para altos comandantes.

Na ocasião anterior, Hegseth afirmou que as Forças Armadas estavam gordas demais, excessivamente voltadas a ideias de esquerda e precisavam de uma mudança profunda. Nesta quarta-feira, disse que os comandantes que responderam positivamente agora lideram unidades com novo foco, autonomia e disciplina. Os que não fizeram isso, afirmou, já não trabalham mais nas Forças Armadas.

Hegseth também resumiu sua visão sobre o perfil desejado para as tropas: “Só guerreiros, só tropas aguerridas, prontas e comprometidas”.

Durante a audiência de confirmação, em janeiro de 2025, o secretário já havia defendido cortes na cúpula da burocracia do Pentágono. Desde que Trump voltou ao poder, no início do ano passado, altos comandantes militares foram afastados, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Charles “CQ” Brown, demitido sem explicação em fevereiro de 2025.

Também deixaram os cargos os chefes do Exército, da Marinha e da Guarda Costeira, o general que dirigia a Agência de Segurança Nacional, o vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea, um almirante designado para a Otan e três dos principais assessores jurídicos militares.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea anunciou aposentadoria sem explicação dois anos após iniciar um mandato de quatro anos. O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos se aposentou um ano depois de assumir o cargo. Parlamentares democratas manifestaram preocupação com uma possível politização das Forças Armadas, tradicionalmente neutras.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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