Sete rodadas de venture capital movimentaram entre US$ 15 milhões e US$ 250 milhões, com foco em fintechs, inteligência artificial, entretenimento ao vivo e educação. Os aportes envolveram empresas dos Estados Unidos, de Israel e do Brasil, além do Itaú Unibanco, que investiu em uma startup americana de IA preditiva.
Entretenimento e expansão internacional
A Fever recebeu o maior aporte da semana: US$ 250 milhões, liderados pela EQT, pela Point72 Private Investments e pela Baillie Gifford, com participação de acionistas atuais. Segundo a empresa, foi a maior operação já realizada por uma companhia de tecnologia do setor de entretenimento ao vivo.
A plataforma atua como bilheteira em eventos como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e o Salão do Automóvel. Também promove os concertos “Candlelight” e a exposição “Titanic: Uma Viagem Imersiva”. A receita da Fever cresceu mais de três vezes nos últimos três anos, enquanto o Ebitda ficou positivo. Os recursos serão usados na expansão para além dos 55 países onde a empresa já atua e no desenvolvimento de tecnologia para promotores e organizações culturais.
A NG.Cash levantou US$ 15 milhões em um investimento estratégico liderado pela Blockchain Capital. A operação ocorreu pouco mais de um ano depois de uma rodada série B de US$ 26,5 milhões. A empresa tem entre seus investidores a16z e Monashees.
Desde abril, a fintech ampliou sua base de 8 milhões para 10 milhões de clientes, após lançar o Crédito CLT. A meta é originar R$ 1 bilhão em crédito até o final de 2027. O novo capital será direcionado a crédito e criptoativos, incluindo produtos como compras internacionais liquidadas em dólar tokenizado e, futuramente, ações tokenizadas.
Para o restante do ano, a NG.Cash prevê lançar stablecoins, uma conta internacional e ampliar sua corretora, que atualmente oferece bitcoin e ethereum. A empresa opera com direitos adquiridos em relação à licença enquanto o Banco Central define normas para as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.
Itaú investe em IA preditiva
Por meio do Itaú Ventures, o Itaú Unibanco investiu na extensão da série B da Simile, startup americana que desenvolve fundações e agentes generativos capazes de imitar o comportamento humano. O valor desembolsado pelo banco não foi divulgado.
A rodada original foi de US$ 200 milhões, liderada pela Greenoaks, e avaliou a Simile em US$ 2 bilhões. O Itaú foi o primeiro cliente da startup na América Latina, antes de se tornar investidor. Fundado em 2019, o Itaú Ventures concentra investimentos em serviços financeiros, infraestrutura, cibersegurança e inteligência artificial aplicada.
Loora mira o mercado brasileiro
A israelense Loora captou US$ 22 milhões em uma rodada Série B liderada pela Union Tech Ventures, elevando o total levantado para US$ 43,25 milhões. A plataforma de ensino de inglês com IA tem 15 milhões de usuários em mais de 100 países.
Nos últimos doze meses, a receita e a retenção de clientes da empresa mais que dobraram. A tecnologia utiliza um conjunto de dados de 200 milhões de interações para adaptar o tutor a cada aluno. O Brasil foi definido como mercado prioritário na expansão, em um cenário em que apenas 1% da população brasileira é fluente em inglês, conforme o British Council.
Em conjunto, as operações mostram a presença de capital em plataformas de experiências, produtos financeiros ligados a crédito e criptoativos, inteligência artificial aplicada a bancos e educação baseada em tecnologia.








