Fintechs estão usando inteligência artificial, stablecoins, biometria palmar e automação via Pix para simplificar operações financeiras, reduzir a dependência de intermediários e ampliar a eficiência na gestão de recursos. As soluções abrangem pagamentos corporativos internacionais, concessão de crédito, validação bancária e transações no varejo físico.
A Aurex combina inteligência artificial e stablecoins em processos de tesouraria, câmbio e conformidade para pagamentos corporativos internacionais. A empresa informa que sua infraestrutura atende operações em mais de 90 países e alcançou o ponto de equilíbrio financeiro em menos de um ano de atuação. Em 2025, a fintech registrou movimentação superior a R$ 100 milhões com clientes no Brasil, na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos.
Redes próprias e automação
No mercado de pagamentos, a Idea Maker obteve autorização do Banco Central para que sua Instituição de Pagamento Idea+Cash atue como provedora direta do Pix. A companhia afirma que a medida pretende ampliar parcerias estratégicas em vendas incentivadas e pagamentos digitais.
A Transfeera, integrante do grupo PayRetailers e participante direta do Pix autorizada pelo Banco Central, oferece ferramentas por API. Entre elas está a ContaCerta, voltada à validação de dados bancários e à redução de erros em pagamentos e recebimentos corporativos realizados em lote.
A CloQ utiliza inteligência artificial em um modelo de score comportamental para oferecer crédito alternativo a pessoas sem histórico bancário formal. Segundo a empresa, a operação 100% digital acumula mais de 30 mil operações para uma base de 170 mil clientes cadastrados. Os nanoempréstimos variam de R$ 100 a R$ 500, e 22% dos usuários contrataram crédito pela primeira vez na plataforma.
No varejo físico, a Treeal representa no Brasil a tecnologia de biometria palmar da Tencent. Integrada ao Open Finance, a solução autentica pagamentos via Pix, cartão ou carteira digital com a aproximação da palma da mão. A organização afirma que o sistema busca eliminar filas e reduzir o risco de fraudes em transações de alto fluxo.
A adoção dessas tecnologias modifica a arquitetura dos serviços financeiros e aumenta a necessidade de atualização regulatória pelas autoridades monetárias.








