O reajuste de 15% do Bolsa Família será incorporado aos Orçamentos de 2026 e 2027 sem alteração da trajetória das metas ou do resultado fiscal, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O aumento foi anunciado a 17 dias do primeiro turno e tem previsão legal, segundo o governo.
Durigan disse que o governo está ajustando as contas para absorver o impacto sem modificar a despesa total. “não tem solavanco, não tem mudança de rumo”, afirmou, ao defender que a medida será acomodada dentro do espaço fiscal existente.
O custo estimado é de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que formaliza o aumento, após os discursos dos ministros.
Valores dos benefícios
Com o reajuste linear, o piso do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691. A média dos pagamentos subirá de R$ 691 para R$ 777. O governo justificou a medida pela previsão legal de correção inflacionária dos benefícios. Conforme Durigan, o INPC acumulado desde o início do programa até agosto foi de 15,04%.
O ministro também afirmou que os cadastros do programa foram aprimorados ao longo de três anos, com cruzamentos recorrentes. Mesmo após o aumento, a participação do Bolsa Família em relação ao PIB deverá cair de 1,5% no início do mandato para 1,25% ao final dele.
A medida prevê que o impacto financeiro destinado ao próximo ano seja incorporado ao Orçamento ainda neste ano, preservando, segundo o governo, a trajetória de meta e resultado fiscal.







