São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Justiça responsabiliza Enel por demora após apagão em São Paulo

Decisão apontou falhas de planejamento, manutenção e resposta da concessionária durante interrupções que afetaram mais de 2 milhões de consumidores.

Justiça responsabiliza Enel por demora após apagão em São Paulo

A Justiça de São Paulo reconheceu falhas da Enel Distribuição São Paulo na prestação do serviço durante o apagão provocado pelo ciclone extratropical em 9 e 10 de dezembro de 2025. Mais de 2 milhões de consumidores foram afetados.

A decisão foi proferida em ação civil pública do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e rejeitou a tese de que o fenômeno climático, isoladamente, afastaria a responsabilidade da concessionária. Para o Ministério Público, o ciclone desencadeou as interrupções, mas não explica sozinho a extensão dos danos nem a demora no restabelecimento.

Entre os problemas apontados estão a concentração das equipes no horário comercial, a redução do efetivo à noite e na madrugada, o uso insuficiente de veículos de grande porte e a alocação de equipes sem preparação para ocorrências complexas. O MPSP também citou baixa resolutividade dos atendimentos e falhas no controle da vegetação próxima à rede.

Interrupções prolongadas

Dados da Aneel mostram que a rede registrou 6.715 ocorrências de interrupção em 10 de dezembro. Em 3.056 casos, equivalentes a 46%, a solução demorou mais de 24 horas. Essas ocorrências atingiram, em conjunto, 759.304 unidades consumidoras. O Ministério Público informou que parte dos consumidores ficou sem energia até o sexto dia após o evento e que a interrupção mais longa durou 142,8 horas.

A Justiça avaliou que a intensidade do ciclone pode explicar o início das interrupções, mas não a demora na recomposição do serviço. Segundo a decisão, insuficiências de planejamento, manutenção e capacidade de resposta agravaram os prejuízos.

A Enel afirmou que sua atuação no evento climático severo iniciado em 10 de dezembro de 2025 foi compatível com a magnitude do fenômeno. A empresa atribuiu o principal impacto aos ventos fortes e prolongados, que duraram mais de dois dias consecutivos.

A concessionária informou ter restabelecido o fornecimento para 2,5 milhões de unidades consumidoras em nove horas e normalizado o serviço para 80% dos clientes impactados, cerca de 3,4 milhões, em 24 horas. Segundo a empresa, a operação mobilizou cerca de 1,6 mil equipes ao longo do dia, além de grupos de outras especialidades.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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