São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dólar fecha a R$ 5,2170, enquanto Ibovespa interrompe sequência de quedas

Moeda recuou 0,18% em sessão influenciada pelo exterior; Ibovespa avançou 0,46%, apoiado por ações de consumo e dados do Caged.

Dólar fecha a R$ 5,2170, enquanto Ibovespa interrompe sequência de quedas
Foto: Agência Brasília

O dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,18%, a R$ 5,2170, após oscilar entre altas e baixas durante a tarde. O movimento acompanhou a desaceleração da valorização da moeda norte-americana no exterior e o recuo dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, depois de declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams.

A cotação chegou a furar R$ 5,20 pela manhã, com mínima de R$ 5,1975, mas avançou durante a tarde e atingiu R$ 5,2416. Em setembro, o dólar acumula alta de 0,71%, após valorização de 2,16% em agosto. A formação do câmbio foi influenciada principalmente pelo cenário externo, apesar da proximidade do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo, 4.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, também citou movimentos técnicos de fim de mês, como a rolagem de contratos futuros e a preparação para a disputa em torno da última formação da taxa Ptax de setembro. “O mercado já parece mais cauteloso à espera da eleição”, afirmou.

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro. Em uma simulação de segundo turno, Flávio tinha 47,7%, ante 47,6% de Lula.

O Ibovespa subiu 0,46%, aos 183.827,59 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. O índice chegou perto da máxima de 183.951,05 pontos e acumula alta de 3,61% em setembro e de 14,1% no ano. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões.

O desempenho foi apoiado por empresas de consumo após o Caged apontar a criação de 165.827 postos de trabalho em agosto, acima das projeções. O Índice de Consumo da B3 avançou 0,95%, e o Índice Imobiliário subiu 1,55%. A Vale limitou a alta, com queda acima de 2%.

Os juros futuros recuaram na B3. O contrato de DI para janeiro de 2027 caiu de 13,559% para 13,550%. O DI para janeiro de 2029 passou de 13,902% para 13,755%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 recuou de 14,048% para 13,940%.

Nos Estados Unidos, Williams disse que uma nova alta de juros pode ser apropriada mais adiante neste ano, mas ressaltou que “não há urgência” para um novo aperto monetário. A taxa da T-Note de dois anos caiu de 4,924% para 4,880%, enquanto a de dez anos estava em 5,244% e a do T-Bond de 30 anos avançou de 5,552% para 5,568%.

A Pnad Contínua indicou taxa de desemprego de 5,3% nos três meses encerrados em agosto. Para Gustavo Sung, da Suno Research, o mercado de trabalho aquecido e os riscos inflacionários podem dificultar novos cortes da Selic em 2026.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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