SÃO PAULO — O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira, 21, em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos, impulsionado pelo maior apetite por ativos de risco no exterior e pelas expectativas em torno da eleição presidencial. O movimento ocorreu apesar da queda das ações da Petrobras e da Vale.
A baixa do petróleo foi um dos principais fatores externos. O Brent para novembro recuou 3,40%, a US$ 100,34 o barril, na quarta queda consecutiva. A perspectiva de retomada dos fluxos pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e os esforços para reabrir negociações entre Estados Unidos e Irã pressionaram a commodity.
A queda do petróleo também influenciou as expectativas para a inflação e os juros. O EEM, maior ETF de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,69%. No mercado acionário brasileiro, porém, a Petrobras limitou a alta do índice: as ações ordinárias caíram 0,99%, e as preferenciais recuaram 1,03%. A Vale perdeu 1,12%.
Eleição e ativos brasileiros
No ambiente doméstico, o mercado acompanhou informações sobre o plano econômico de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) e novas pesquisas de intenção de voto. As sondagens mais recentes indicam empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
A expectativa pela divulgação de novo levantamento da Quaest ajudou a direcionar os negócios. Investidores também observaram plataformas de apostas estrangeiras. Ao fim da tarde, a Polymarket indicava 63% de probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, contra 37% para Lula.
O dólar à vista terminou em baixa de 0,70%, a R$ 5,1084, depois de atingir R$ 5,1030 durante a tarde. A moeda acumula queda de 1,38% frente ao real em setembro, após alta de 2,16% em agosto. No ano, recua 6,93%, enquanto o real está entre as cinco divisas com maiores ganhos ante o dólar em 2026.
O Banco Central informou, por meio das operações realizadas no mercado, uma oferta total de US$ 3 bilhões neste mês, dividida entre operações no mercado spot, swaps cambiais reversos e linha com cláusula de recompra. Operadores avaliam a possibilidade de novas atuações caso a dinâmica do fluxo não mude.
Juros e cenário internacional
Os juros futuros tiveram suporte para reduzir prêmios ao longo do pregão. O contrato de DI para janeiro de 2029 caiu de 13,831% no ajuste anterior para mínima intradia de 13,675%. O DI para janeiro de 2031 recuou de 14,035% para 13,880%.
No exterior, o índice DXY subia 0,21% perto do fim da tarde, aos 100,428 pontos, próximo da máxima de 100,451 pontos. A taxa da T-Note de 10 anos cedia de 4,997% para 4,954%.
O mercado também acompanhou a expectativa por novos contatos diplomáticos entre Estados Unidos e China. A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping está prevista para quinta-feira. No Brasil, o boletim Focus mostrou redução da mediana das estimativas para a Selic terminal neste ano, de 13,75% para 13,50%, sinalizando a projeção de mais um corte em novembro, de 0,25 ponto porcentual.







